Tutorial: Como Elaborar uma Matriz de Responsabilidades para Dados Epidemiológicos

Tutorial: Como Elaborar uma Matriz de Responsabilidades para Dados Epidemiológicos

Na governança de dados em saúde, Tutorial: Como Elaborar uma Matriz de Responsabilidades para Dados Epidemiológicos é um roteiro prático para definir quem coleta, valida, analisa, protege, atualiza e utiliza cada informação da vigilância em saúde.

Uma matriz bem estruturada reduz dúvidas, evita tarefas duplicadas e acelera a resposta diante de surtos, mudanças no padrão de transmissão ou falhas no fluxo de notificações.

Na prática, o documento conecta profissionais da vigilância epidemiológica, atenção básica, laboratório, tecnologia da informação, comunicação e gestão.

Ele também esclarece quem tem a palavra final quando existe divergência entre um banco de dados, um relatório territorial e uma notificação individual.

O método pode ser aplicado a dados de dengue, zika, chikungunya, febre amarela urbana, doenças respiratórias, agravos de notificação compulsória e outros eventos de interesse à saúde pública.

O objetivo não é criar mais burocracia.

É estabelecer um acordo operacional que transforme dados dispersos em decisões confiáveis, rastreáveis e oportunas.

Por que uma matriz de responsabilidades melhora a vigilância epidemiológica

Na governança de dados em saúde, em muitas secretarias de saúde, o mesmo dado passa por várias mãos.

Um agente registra a ocorrência, uma unidade transmite a notificação, um analista consolida a base, um epidemiologista interpreta o cenário e um gestor define a resposta.

Quando essas etapas não estão documentadas, surgem problemas previsíveis: campos sem preenchimento, versões diferentes de uma mesma planilha, atrasos na atualização e dúvidas sobre quem deve corrigir inconsistências.

O fluxo de dados epidemiológicos precisa ser compreensível tanto para quem executa a tarefa quanto para quem responde pelos resultados.

A matriz torna visíveis as responsabilidades e ajuda a identificar pontos de dependência entre áreas.

O modelo também fortalece a qualidade da informação.

Antes de publicar um indicador, a equipe pode verificar quem realizou a extração, qual profissional validou os registros, qual fonte foi utilizada e quando ocorreu a última atualização.

Quais problemas a matriz resolve primeiro

Tutorial: Como Elaborar uma Matriz de Responsabilidades para Dados Epidemiológicos começa pela identificação de situações que causam retrabalho ou atrasam a ação.

Não é necessário mapear todos os processos da secretaria de uma só vez.

  • Notificações recebidas sem responsável definido pela conferência.
  • Dados laboratoriais que chegam sem ligação clara com a investigação de campo.
  • Relatórios produzidos por áreas diferentes com conceitos e períodos distintos.
  • Mapas de risco sem indicação de quem deve encaminhar as equipes.
  • Bancos de dados compartilhados sem controle de acesso ou histórico de alterações.
  • Indicadores publicados sem validação metodológica ou aprovação da gestão.

Começar por esses pontos cria ganhos rápidos.

A equipe percebe onde está a falha e consegue ajustar o processo sem esperar uma grande reforma tecnológica.

Quem deve participar da construção

A elaboração deve reunir representantes das áreas que produzem, transformam ou consomem os dados.

A participação de apenas um setor costuma gerar uma matriz tecnicamente correta, mas difícil de executar.

  • Coordenação de vigilância epidemiológica.
  • Referências técnicas de arboviroses e outros agravos.
  • Profissionais de unidades notificadoras e laboratórios.
  • Analistas de informação, estatística e geoprocessamento.
  • Equipe de tecnologia da informação e segurança.
  • Gestores responsáveis por autorizar intervenções.
  • Representantes da comunicação e da educação em saúde.

A construção colaborativa também favorece a governança de dados em saúde, porque transforma responsabilidades implícitas em compromissos conhecidos pelas equipes.

Tutorial: Como Elaborar uma Matriz de Responsabilidades para Dados Epidemiológicos em sete etapas

O Tutorial: Como Elaborar uma Matriz de Responsabilidades para Dados Epidemiológicos pode seguir sete etapas simples.

O ponto central é descrever o trabalho real, e não apenas reproduzir o organograma da secretaria.

Etapa 1: delimite o processo e o objetivo

Na governança de dados em saúde, defina qual fluxo será organizado.

Um escopo específico é mais útil do que uma matriz ampla e difícil de manter.

Um bom primeiro recorte pode ser o fluxo de vigilância da dengue: registro da suspeita, investigação, confirmação laboratorial, georreferenciamento, classificação de risco, resposta de campo e avaliação da intervenção.

Registre também o objetivo esperado.

Ele pode ser reduzir o tempo entre a notificação e a investigação, melhorar a completude dos campos ou garantir que áreas críticas sejam encaminhadas às equipes de controle vetorial.

Etapa 2: faça o inventário das atividades

Liste tudo o que acontece desde a origem do dado até seu uso.

Inclua atividades manuais, automáticas, decisões, validações e comunicações.

  1. Receber a notificação.
  2. Conferir campos obrigatórios.
  3. Remover duplicidades aparentes.
  4. Solicitar complementação à unidade notificadora.
  5. Vincular resultados de exames.
  6. Atualizar a situação do caso.
  7. Consolidar os registros por período e território.
  8. Calcular indicadores epidemiológicos.
  9. Produzir mapas e relatórios.
  10. Encaminhar recomendações aos responsáveis pela intervenção.
  11. Monitorar a execução e registrar os resultados.

O inventário deve incluir tarefas pouco visíveis, como a correção de endereço, a conferência de duplicidades e a documentação da fonte utilizada.

Esses detalhes influenciam diretamente a interpretação dos indicadores.

Etapa 3: identifique papéis e autoridade

Separe cargo, função e responsabilidade.

Uma pessoa pode executar uma atividade sem ter autoridade para aprovar o resultado final.

Para cada tarefa, indique quem executa, quem responde pelo resultado, quem precisa ser consultado e quem deve ser informado.

Esse arranjo é conhecido pela sigla RACI, formada pelas categorias responsável pela execução, autoridade final, consultado e informado.

Se a secretaria preferir, pode usar nomes em português na própria matriz.

O mais importante é que todos compreendam o significado de cada coluna.

Uma regra prática evita conflitos: cada atividade deve ter uma única autoridade final.

Pode haver várias pessoas na execução ou na consulta, mas a decisão precisa estar claramente atribuída.

Etapa 4: defina entradas, saídas e prazos

Uma matriz útil não informa apenas quem faz.

Ela explica o que a pessoa recebe, qual produto deve entregar, em que prazo e com quais critérios de qualidade.

  • Entrada: notificação individual, resultado laboratorial, registro de visita ou imagem georreferenciada.
  • Atividade: validação, análise, classificação ou encaminhamento.
  • Saída: banco revisado, indicador, mapa, alerta ou relatório.
  • Prazo: periodicidade ou tempo máximo para a tarefa.
  • Critério: completude, consistência, atualidade e rastreabilidade.

Em situações de risco elevado, o prazo pode ser contado em horas.

Em rotinas de monitoramento, pode ser semanal ou mensal.

O critério deve refletir a urgência epidemiológica, não apenas a conveniência administrativa.

Etapa 5: registre sistemas e fontes

Associe cada tarefa ao sistema utilizado.

O fluxo pode envolver SINAN, sistemas laboratoriais, planilhas internas, painéis de indicadores, bases territoriais e ferramentas de geoprocessamento.

Também registre a fonte oficial para cada indicador.

Um mesmo conceito, como caso provável, caso confirmado ou incidência, não deve ser calculado com regras diferentes em relatórios distintos.

O dicionário de dados complementa a matriz.

Ele descreve o significado de cada campo, o formato esperado, as categorias válidas e a regra de preenchimento.

Etapa 6: estabeleça validações e exceções

Todo fluxo apresenta situações fora do padrão.

A matriz deve informar o que fazer quando há endereço incompleto, resultado incompatível, notificação duplicada, atraso de transmissão ou falha no sistema.

Defina também quem autoriza alterações sensíveis.

Corrigir um erro de digitação pode seguir um fluxo simples; alterar a classificação de um caso ou excluir um registro exige justificativa e rastreabilidade.

Uma boa prática é registrar a data da alteração, o motivo, o profissional responsável e a versão anterior do dado.

Isso protege a integridade da base e facilita auditorias.

Etapa 7: valide, publique e revise

Depois de preencher a matriz, simule um caso real com representantes das áreas.

Pergunte: quem recebe a informação, quem confere, quem decide, quem é avisado e o que acontece se o prazo não for cumprido?

Tutorial: Como Elaborar uma Matriz de Responsabilidades para Dados Epidemiológicos só produz resultado quando é conhecido pelas equipes.

Publique a versão aprovada em local acessível, informe a data de vigência e mantenha um responsável por sua atualização.

Como montar a tabela com atividades, responsáveis e prazos

A tabela deve ser objetiva o suficiente para consulta rápida.

Se o leitor precisar interpretar um texto longo para descobrir sua atribuição, a matriz não está cumprindo sua função.

Campos mínimos para uma matriz operacional

Inclua colunas que expliquem o ciclo completo do dado.

O modelo pode ser adaptado conforme o tamanho da secretaria e a complexidade do evento monitorado.

  • Processo ou etapa.
  • Atividade detalhada.
  • Responsável pela execução.
  • Autoridade que aprova ou responde pelo resultado.
  • Áreas consultadas.
  • Destinatários da informação.
  • Fonte ou sistema utilizado.
  • Produto gerado.
  • Prazo ou periodicidade.
  • Indicador de qualidade.
  • Procedimento para exceções.
  • Data da última revisão.

Os campos podem ser organizados em uma planilha, sistema de processos ou ferramenta institucional.

A tecnologia deve facilitar a consulta, não substituir a clareza das regras.

Exemplo aplicado ao monitoramento da dengue

Considere uma notificação de dengue recebida por uma unidade de saúde.

A unidade registra os dados clínicos e territoriais.

A vigilância municipal confere a completude e encaminha dúvidas para a equipe notificadora.

O laboratório registra o resultado do exame na fonte correspondente.

O analista vincula o resultado ao caso, atualiza a classificação e informa a coordenação quando há aumento relevante em determinada área.

A equipe de geoprocessamento pode combinar casos, criadouros e características territoriais.

O resultado pode ser um mapa de áreas prioritárias para vistoria, comunicação comunitária e eliminação de recipientes com água parada.

Nesse exemplo, a matriz deve deixar claro que produzir o mapa não significa decidir sozinho a ação de campo.

A decisão pode caber à coordenação de vigilância, considerando recursos disponíveis, gravidade, oportunidade e evidências complementares.

Como escolher indicadores de qualidade

Indicadores ajudam a saber se o fluxo está funcionando.

Alguns podem ser acompanhados semanalmente; outros exigem análise mensal ou por ciclo epidemiológico.

  • Percentual de notificações com campos essenciais preenchidos.
  • Tempo entre a notificação e a investigação.
  • Tempo entre a coleta e a disponibilidade do resultado laboratorial.
  • Proporção de registros com endereço válido.
  • Número de duplicidades identificadas e resolvidas.
  • Percentual de áreas prioritárias com ação registrada.
  • Tempo entre a emissão de um alerta e o encaminhamento à equipe responsável.

Não transforme todos os indicadores em metas rígidas.

Uma taxa baixa pode refletir um problema de registro, uma mudança no perfil de atendimento ou uma falha de integração entre sistemas.

O indicador precisa ser interpretado no contexto.

Como integrar mapas, drones e inteligência territorial ao fluxo

Dados territoriais ampliam a capacidade de compreender onde os eventos acontecem e quais características favorecem sua concentração.

Porém, o mapa só apoia a decisão quando existe um responsável por interpretá-lo e encaminhar a resposta.

O programa TechDengue utiliza drones e geoprocessamento para apoiar o mapeamento de focos de dengue e outros potenciais criadouros do Aedes aegypti em áreas urbanas.

O programa pode identificar recipientes com água parada, terrenos baldios, caixas d’água descobertas e outras situações que merecem avaliação.

Os entregáveis incluem mapas georreferenciados, relatórios de áreas de risco e recomendações para ações de combate.

Como distribuir responsabilidades no mapeamento aéreo

Tutorial: Como Elaborar uma Matriz de Responsabilidades para Dados Epidemiológicos deve indicar quem autoriza o voo, quem define a área, quem trata as imagens e quem valida os focos identificados.

  • A vigilância define a pergunta de saúde pública e a área prioritária.
  • A equipe técnica planeja a coleta e organiza os registros espaciais.
  • O analista interpreta as imagens e classifica os possíveis criadouros.
  • A coordenação valida o relatório e define a prioridade de resposta.
  • As equipes de campo verificam a situação e registram a intervenção.
  • A gestão acompanha resultados e decide sobre novas ações.

O mapeamento aéreo pode cobrir bairros inteiros com mais rapidez do que uma vistoria exclusivamente porta a porta.

Ainda assim, a imagem não substitui a verificação em campo nem a avaliação sanitária realizada por profissionais habilitados.

Como atribuir responsabilidades à análise espacial

O programa TechDengue também pode cruzar dados de focos, notificações, condições ambientais, clima e características urbanas.

A análise ajuda a reconhecer padrões e a apontar áreas que merecem atenção antes que o problema se amplie.

Na matriz, informe quem fornece cada fonte, quem verifica sua qualidade, quem executa o cruzamento e quem interpreta os resultados.

Também registre quem pode acessar dados individualizados e quem recebe apenas informações agregadas.

Um mapa de calor, por exemplo, pode indicar concentração de notificações.

Isso não prova, isoladamente, que todos os casos foram transmitidos no mesmo local.

A interpretação deve considerar período, deslocamento da população, qualidade do endereço e atraso entre infecção, sintomas e notificação.

Como transformar análise em ação preventiva

A análise espacial deve terminar com uma decisão possível.

O relatório pode recomendar vistoria, eliminação de criadouros, orientação à comunidade, reforço de comunicação, investigação laboratorial ou monitoramento intensificado.

Se ninguém for responsável por receber o alerta e definir a resposta, o dado permanecerá apenas como visualização.

Por isso, a matriz precisa incluir o destinatário, o prazo de resposta e a forma de registrar a providência.

O programa TechDengue pode apoiar a produção de mapas temáticos, análises de áreas críticas e relatórios para planejamento.

A adoção deve respeitar os procedimentos locais, a proteção de dados e a validação pelas autoridades sanitárias.

Como proteger dados pessoais e manter a rastreabilidade

Na governança de dados em saúde, dados epidemiológicos podem conter informações de saúde, endereço, idade e outros elementos capazes de identificar uma pessoa.

A matriz precisa tratar a segurança como parte do processo, não como uma tarefa exclusiva da informática.

Defina níveis de acesso por necessidade

Nem todos precisam visualizar a mesma informação.

Um profissional que acompanha uma investigação individual pode necessitar de dados identificáveis, enquanto um gestor pode trabalhar com números agregados por bairro ou distrito.

  • Acesso individualizado apenas para funções justificadas.
  • Relatórios públicos sem identificação direta ou indireta.
  • Perfis revisados quando o profissional muda de função.
  • Registro de acessos e alterações relevantes.
  • Armazenamento em ambientes institucionais autorizados.
  • Compartilhamento baseado em finalidade e necessidade.

A Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais deve ser considerada junto às normas do setor público, às orientações do Ministério da Saúde e aos procedimentos institucionais.

Em caso de dúvida, a área jurídica, o encarregado pelo tratamento de dados e a gestão de segurança devem ser consultados.

Documente versões, correções e decisões

A rastreabilidade dos dados permite reconstruir o caminho de uma informação.

Registre a origem, a data de extração, as transformações aplicadas, a pessoa responsável e o uso pretendido.

Evite substituir silenciosamente uma planilha ou apagar registros sem justificativa.

O histórico de versões pode revelar quando ocorreu uma mudança de classificação, por que um indicador foi recalculado ou qual fonte apresentou inconsistência.

Tutorial: Como Elaborar uma Matriz de Responsabilidades para Dados Epidemiológicos deve prever quem documenta incidentes, quem comunica falhas e quem autoriza a retomada do fluxo após uma indisponibilidade.

Separe dado individual de comunicação pública

Informar a população é essencial para prevenção, mas a comunicação deve evitar exposição indevida.

Mapas públicos podem utilizar agregação territorial, faixas numéricas ou áreas suficientemente amplas para impedir a identificação de pessoas.

A equipe de comunicação deve receber mensagens validadas pela vigilância.

Termos como “área de risco” precisam ser explicados para não gerar estigma sobre bairros ou comunidades.

Erros que enfraquecem a matriz e como corrigi-los

Uma matriz pode existir formalmente e ainda assim não orientar o trabalho.

Os erros mais comuns estão relacionados à falta de atualização, ao excesso de abstração e à distribuição confusa de autoridade.

Erro 1: listar setores em vez de tarefas

Escrever apenas “vigilância”, “laboratório” ou “tecnologia” não informa quem faz cada atividade.

Divida o processo em ações observáveis, como validar endereço, vincular exame, gerar alerta ou aprovar relatório.

Erro 2: atribuir muitos responsáveis finais

Quando várias áreas aparecem como autoridade, ninguém sabe quem deve decidir.

Mantenha uma autoridade final por atividade e registre as demais como executoras, consultadas ou informadas.

Erro 3: ignorar as exceções

Os fluxos costumam ser desenhados para o cenário ideal.

Entretanto, atrasos, duplicidades, campos vazios e indisponibilidade de sistemas são frequentes na rotina.

Inclua procedimentos alternativos e responsáveis por acioná-los.

Erro 4: criar uma matriz que não conversa com os sistemas

O documento deve refletir a forma como os dados realmente circulam.

Se a matriz indica um sistema que não é utilizado, ou atribui acesso inexistente a uma equipe, ela perde credibilidade rapidamente.

Erro 5: esquecer a revisão periódica

Equipes mudam, sistemas são atualizados e novos indicadores são incorporados.

Estabeleça uma revisão trimestral, semestral ou sempre que houver mudança relevante no fluxo.

O Tutorial: Como Elaborar uma Matriz de Responsabilidades para Dados Epidemiológicos deve ser tratado como um instrumento vivo.

A versão mais útil é aquela que acompanha a operação, registra aprendizados e corrige ambiguidades antes que elas afetem a resposta sanitária.

Como implantar a matriz em 30 dias sem paralisar a rotina

A implantação pode ser gradual.

O objetivo inicial é organizar um fluxo prioritário, testar a clareza das atribuições e expandir o modelo com base no que a equipe aprendeu.

Semana 1: escolha o fluxo prioritário

Selecione um problema com impacto concreto, como atraso na investigação de casos de dengue ou divergência entre notificações e resultados laboratoriais.

Reúna documentos, planilhas, relatórios e relatos dos profissionais.

Ao final da primeira semana, a equipe deve ter um desenho simples do fluxo atual e uma lista das principais falhas.

Semana 2: construa a primeira versão

Realize uma oficina curta com os setores envolvidos.

Preencha as atividades, responsáveis, produtos, fontes, prazos e critérios de qualidade.

Não tente resolver todos os detalhes de uma vez.

Marque as dúvidas para validação e diferencie regras já aprovadas de decisões ainda pendentes.

Semana 3: teste com casos reais

Escolha registros recentes, removendo informações identificáveis quando possível, e simule o caminho completo.

Observe onde a equipe hesita ou depende de uma pessoa que não aparece na matriz.

Teste também uma exceção: endereço incompleto, resultado atrasado ou duplicidade.

Se o fluxo travar, revise a atribuição antes de publicar.

Semana 4: aprove, comunique e acompanhe

Publique a versão aprovada, apresente as mudanças em reunião e mantenha um canal para dúvidas.

Acompanhe poucos indicadores, mas escolha aqueles que mostram se o fluxo melhorou.

  • Tempo de resposta entre notificação e investigação.
  • Completude dos registros prioritários.
  • Quantidade de pendências sem responsável.
  • Tempo para encaminhar alertas territoriais.
  • Percentual de ações concluídas e registradas.

Após o primeiro ciclo de acompanhamento, faça uma revisão com a equipe.

Pergunte quais responsabilidades ficaram claras, quais ainda geram conflito e qual etapa precisa de apoio tecnológico.

Como sustentar o uso depois da implantação

Inclua a matriz na integração de novos profissionais.

Relacione suas atribuições às rotinas de reunião, aos painéis de monitoramento e aos procedimentos operacionais padrão.

Quando houver uma mudança no sistema, no indicador ou na estrutura da secretaria, atualize a matriz antes de iniciar a nova rotina.

Essa disciplina evita que o documento se torne apenas um arquivo esquecido.

Em cenários de arboviroses, a prevenção também deve aparecer no fluxo.

A equipe responsável pela comunicação pode orientar sobre pratos de vasos, calhas, pneus, garrafas, caixas d’água sem tampa, piscinas sem manutenção e lixo acumulado.

Reservar cerca de 10 minutos por semana para verificar recipientes com água parada é uma recomendação prática de prevenção.

A população deve procurar atendimento diante de sintomas, especialmente febre, dor intensa, vômitos persistentes, sangramentos, sonolência ou dificuldade para respirar.

Próximos passos para transformar responsabilidades em resposta rápida

Na governança de dados em saúde, Tutorial: Como Elaborar uma Matriz de Responsabilidades para Dados Epidemiológicos ajuda a conectar pessoas, sistemas e decisões.

Comece por um fluxo prioritário, detalhe as atividades, atribua uma autoridade final, registre prazos e defina critérios de qualidade.

Depois, teste a matriz com situações reais, proteja os dados pessoais e revise o documento sempre que o processo mudar.

A integração com mapas, análise espacial e mapeamento de focos pode direcionar recursos para áreas prioritárias, desde que os resultados sejam validados e encaminhados a equipes responsáveis.

Para ampliar a capacidade de vigilância territorial, conheça o programa TechDengue e avalie como mapas georreferenciados, drones e análise de dados podem apoiar ações contra o Aedes aegypti.

Uma boa matriz garante que cada informação produzida gere uma providência clara, no prazo adequado e com responsabilidade definida.

Perguntas Frequentes

O que é uma matriz de responsabilidades para dados epidemiológicos?

É um documento que define quem deve coletar, validar, analisar, proteger, atualizar e utilizar cada dado da vigilância em saúde.

Ela organiza o fluxo de informações e torna as responsabilidades mais claras entre as equipes envolvidas.

Quais profissionais devem participar da elaboração da matriz?

A construção deve envolver representantes da vigilância epidemiológica, atenção básica, laboratório, tecnologia da informação, comunicação e gestão.

A participação de diferentes áreas ajuda a identificar etapas, dependências e possíveis falhas no fluxo de dados.

Quais informações devem constar em uma matriz de responsabilidades?

A matriz pode incluir o tipo de dado, a etapa do processo, o responsável pela execução, o responsável pela aprovação, os prazos e os sistemas utilizados.

Também é útil registrar critérios de validação, periodicidade de atualização e procedimentos para correção de erros.

Como definir quem tem a palavra final em caso de divergência nos dados?

O grupo deve estabelecer previamente uma autoridade responsável por cada categoria de informação ou decisão.

Essa definição pode considerar a fonte oficial, a competência técnica e o nível de gestão envolvido, sempre mantendo o registro da justificativa.

Com que frequência a matriz de responsabilidades deve ser revisada?

Recomenda-se revisar a matriz periodicamente e sempre que houver mudanças em sistemas, equipes, normas ou fluxos de notificação.

Uma revisão após surtos ou falhas relevantes também ajuda a incorporar melhorias práticas.

Como a matriz ajuda a melhorar a qualidade dos dados epidemiológicos?

Ela reduz campos sem preenchimento, tarefas duplicadas e atrasos ao indicar claramente quem executa e confere cada etapa.

Com responsabilidades documentadas, os erros são identificados mais rapidamente e as correções podem ser rastreadas.

Uma matriz de dados epidemiológicos pode ser usada em municípios pequenos?

Sim.

Em equipes reduzidas, a matriz pode ser mais simples, mas ainda deve separar funções, indicar substitutos e definir prazos para atualização e validação das informações.

Como proteger os dados pessoais na gestão das informações epidemiológicas?

A matriz deve indicar quem pode acessar, alterar, compartilhar e autorizar o uso de dados identificáveis.

Também é importante aplicar controles de acesso, registrar alterações e utilizar apenas as informações necessárias para cada finalidade de saúde pública.

Agente técnica operando drone para mapeamento no combate à dengue com fundo de mapa do Brasil. Techdengue.

Sobre nós

Um pouco da nossa história

Criado em 2016, o Techdengue já nasceu sendo uma solução completa voltada para o controle e combate às arboviroses. Tendo a a inovação e tecnologia como seus principais pilares, o produto evolui e cresce a cada ano, transformando o olhar da gestão de saúde pública e melhorando a qualidade de vida da população. Nossa solução já teve sua eficácia comprovada por mais de 400 municípios em âmbito nacional.

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